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Veja a história do Mac OS, desde o comecinho.

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Veja a história do Mac OS, desde o comecinho.

Mensagem  freiz em Seg 18 Jul 2011 - 7:52



Simplicidade elegante Muitos elementos do
sistema atual são perfeitamente reconhecíveis no antigo. A tela ao lado é
do System 6.0.8, com MultiFinder, rodando num Macintosh II de 1988. Os
nomes no “About” do Finder são dos programadores; a prática de
creditálos pessoalmente dessa forma foi abolida no OS X.



O sistema operacional da Apple para o primeiro Macintosh de 1984
rodava em 128 KB de memória e carregava a partir de um disquete. Para
abrir um aplicativo, você tirava o disco de partida do sistema e
colocava outro com o programa desejado, podendo usar apenas um
aplicativo de cada vez. A tela era em 512×384 pixels em preto e branco
puro, e não havia disco rígido. Consegue imaginar?
Os desenvolvedores da Apple precisaram fazer mágicas com o código,
incluindo deixar de fora vários recursos básicos que ainda não eram
considerados essenciais. Com o tempo, a memória barateou e aumentou, bem
como a velocidade dos processadores. O Mac foi mudando de um
“eletrodoméstico da informação” (na expressão original de Steve Jobs)
para uma workstation de trabalho útil para aplicações sérias, como o Desktop Publishing.
O Mac, que originalmente não exibia cores, passou a suportar imagens
coloridas de alta resolução via placas de vídeo dedicadas e monitores
externos. A capacidade de áudio aumentou, permitindo usar o Mac junto a
instrumentos musicais. Passou-se a usar discos rígidos com a veloz
conexão SCSI. Em poucos anos, o Mac transcendeu em muito a sua vocação
inicial.

E todas essas conquistas foram obtidas, literalmente, na base da mais pura e legítima gambiarra.
A sofisticação técnica das aplicações foi conseguida à base de
sucessivas adaptações e quebra-galhos sobre um sistema operacional sem
arquitetura definida, que, sob a batuta de Steve Jobs, não tinha sido
concebido para ser expandido nem modificado. Começou pelo fato de o
System (como era chamado) original ser monousuário e monotarefa. As
únicas coisas que podiam rodar ao mesmo tempo que um aplicativo eram os
Desk Accessories, programinhas equivalentes aos atuais do Dashboard.
Então, surgiu para o System 5 um hack esperto chamado MultiFinder, que
permitiu manter mais de um programa aberto ao mesmo tempo. Foi o
primeiro passo importante na direção de uma complexidade crescente que
solucionou muitos problemas – e criou outros.

O System subiu rapidamente da versão 1 em 1984 até a 6 em 1988 porque
cada novo modelo de Mac trazia um System novo. Na realidade, a primeira
revisão realmente importante foi o System 7, de maio de 1991. Foi um
feito extraordinário, se levarmos em conta as limitações técnicas que
ele conseguiu contornar e disfarçar. Ele não possuía aquilo que os
técnicos chamam de kernel – uma parte do sistema que comanda
todas as funções internas da máquina, mediando os recursos de hardware e
software disponíveis entre os programas. Em seu lugar, havia uma
coleção de APIs – blocos de código de uso geral, acessados em comum
pelos programas – chamada Toolbox. Cada aplicativo
encarregava-se de acessar diretamente as funções na Toolbox e gerenciar o
seu próprio funcionamento. Resultado: frequentes conflitos entre os
programas pelos recursos da máquina, gerando ineficiência e
instabilidade. Era fácil um programa travar a máquina inteira, pois o
System não dava proteção à memória reclamada pelos programas, podendo um
invadir o “espaço” do outro. E o funcionamento em multitarefa era feito
mediante um precário “acordo” direto entre os aplicativos, o que também
gerava lentidões e travamentos.



O System 7 não resolveu esses problemas, mas
introduziu uma lista extensa de fantásticos melhoramentos, capazes de
aumentar a produtividade dos usuários:

•Multitarefa como parte integrante e permanente do sistema, em vez de
item opcional; havia um menu dos programas ativos no canto direito da
barra de menus.
•Compartilhamento de arquivos via rede usando o protocolo AppleTalk, pelo qual a rede podia se configurar sozinha.
•Atalhos para arquivos, programas, pastas e discos. Superiores aos
equivalentes no Windows, por lembrarem o endereço dos itens originais
mesmo depois de serem movidos.
•Drag & Drop. Até o System 6, o conceito de arrastar itens para janelas de programas ainda não existia.
•Extensões e painéis de controle que carregavam junto com o sistema.
Já existiam, mas foram institucionalizados sob o System 7. Inúmeros
utilitários foram implementados dessa forma. O número crescente de
extensões de terceiros e a facilidade de uma extensão conflitar com
outra causava paus de sistema e foi um dos maiores problemas enfrentados
pelos usuários de Macs nos anos 1990. A versão 7.5 introduziu um
gerenciador de extensões para ajudar a controlar o caos.
•Menu Apple configurável.
•Balloon Help, um sistema de ajuda que foi precursor das “Tooltips” amarelas que se vê hoje em qualquer sistema.
•AppleScript, uma potente linguagem de macro que existe até hoje no Mac OS X.
•Imagem colorida.
•Fontes TrueType, desenvolvidas entre Apple e Microsoft para
enfrentar a Adobe. Elas podiam ser vistas em qualquer corpo e tinham
suporte à suavização das formas das letras.
•Sound Manager, extensão que simplificou a programação de aplicativos que usavam entrada e saída de áudio.
•QuickTime, fundação multimídia introduzida com o System 7.1.
•Memória virtual com o System 7.5.
•Control Strip, criado no System 7.5 para facilitar o uso dos Macs
portáteis, e que foi liberado para todos os Macs na versão 7.5.3.

Em vez de mudar de versão a cada novo modelo de Mac, o System 7 era
um sistema universal – o primeiro distribuído via CDs. Cada Mac vinha
com um arquivinho chamado “System Enabler” que continha as modificações
específicas no sistema para aquele modelo. Infelizmente, não bastava
instalar o System 7 e sair usando. Ele era mais pesado que o System 6 e
muitas vezes exigia um upgrade na memória. O System 7 implementou o
endereçamento de memória em 32 bits em lugar do original em 24 bits, o
qual só permitia usar 8 MB de memória. A mudança foi necessária para
acomodar programas maiores. Mas causou a “quebra” de uma enorme
quantidade de aplicativos – e a necessidade de atualizações para todos
eles.

Com os Power Macs, a Apple lançou o System 7.1.2,
que possuía as partes do código mais importantes recompiladas para rodar
nativamente nos novos processadores. O restante funcionava via
emulação, que era imperceptível pelo usuário mas deixava os programas
mais lentos, anulando na prática a vantagem de se usar um processador
mais poderoso. Os aplicativos foram sendo atualizados para o PowerPC aos
poucos.
A versão 7.6, de 1997, foi a primeira com o nome “Mac OS”; a mudança
de nome visava atender ao mercado de clones de Mac e prepararia o
terreno para o futuro Mac OS 8, apelidado Copland – cuja inacreditável
história, sozinha, demanda um outro artigo inteiro.


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